Numa fase em que os analistas de topo internacional voltam a jogo no que toca ás apostas sobre a evolução da actual situação económica, esta notícia sobre as declarações de Alan Greenspan chamam a atenção para duas questões fundamentais, uma descrita, e a outra presente nas entrelinhas. No primeiro caso, a questão do comércio internacional apresenta-se como uma das questões nucleares que foram despoletadas por esta crise e que demoram a ser equacionadas com vista à sua resolução. Com efeito, a Agenda de Doha em relação ao comércio mundial continua, na prática, estagnada, numa altura em que a dinamização das exportações se apresenta como um dos vectores de longo prazo para a recuperação de economias. O cenário de proteccionismo colocado por Greenspan parece-me infelizmente real, e será um travão para a recuperação global. Por outro lado, subentende-se que as reformas estruturais no sistema financeiro internacional, e mais concretamente nos mecanismos de regulação do mesmo encontram-se numa certa estagnação, como comprovou a última cimeira do G20. Do ponto de vista económico, estas duas situação são dois alicerces críticos para a dinâmica de recuperação da presente realidade que, infelizmente, não apresentam o ritmo desejado, colocando em causa o ritmo da dinâmica global de retoma.


No comments yet
Comentários feed para este artigo