Este crescimento das redes sociais não é mais do que o espelho da sociedade moderna, que acolheu com igual intensidade as mensagens escritas e, numa fase posterior, mensagens MMS’s. É um crescimento que reflecte cada vez mais a forma como vemos a evolução social ao nível das tendências dominantes nos mais diversos domínios, com uma necessidade inconsciente de permanente adaptação ás mesmas. Este facto fará com que as redes sociais assumam uma estratégia de serem cada vez mais o pivot do desenvolvimento de aplicações que lhes são habitualmente externas, absorvendo na generalidade ferramentas como blogs,flogs,vlogs entre outras (porque não mesmo de produtividade), deixando a existência independente destas ferramentas para núcleos mais específicos, nomeadamente de cariz mais autoral ou mais formal, e de uma forma cada vez mais autónoma, mais suportada na mobilidade.
A consequência traduz-se em que cada vez mais as tarefas pessoais são executadas dentro da própria rede social, assim como a nossa vida pessoal é cada vez mais ditada pela atmosfera social vigente. É um passo que já se esperava, e que a meu ver se vai alargar mais no futuro, introduzindo novos níveis de preocupação face à componente real da relação humana, nomeadamente do contacto e dos afectos, induzindo uma tendência de crescimento nas cada vez mais presentes psicopatologias relacionadas com o desenvolvimento destas novas formas de interacção.